Vacinas de rotina recomendadas na gestação
Ao confirmar a gravidez, a equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) confere o histórico e organiza o cronograma:
dTpa (Difteria, Tétano e Coqueluche do tipo acelular):
Quando tomar: Uma dose a cada nova gestação, recomendada a partir da 20ª semana (com período ideal entre a 20ª e a 36ª semana).
Por que é essencial: Além de prevenir o tétano neonatal, transfere anticorpos contra a coqueluche, protegendo o recém-nascido de formas graves da doença antes de ele completar o próprio esquema vacinal infantil.
Vírus Sincicial Respiratório (VSR):
Quando tomar: Dose única recomendada entre a 28ª e a 36ª semana de gestação.
Por que é essencial: Reduz de forma expressiva o risco de infecções respiratórias graves e bronquiolite causadas pelo VSR nos primeiros 6 meses do bebê.
Hepatite B:
Indicada para gestantes não vacinadas ou com esquema incompleto (3 doses). Se você já tomou no passado, não precisa reiniciar; apenas completa-se o que falta.
Influenza (Gripe) e COVID-19:
Gestantes são grupo prioritário devido ao maior risco de complicações respiratórias. Podem ser aplicadas em qualquer trimestre gestacional, conforme as campanhas e as doses de reforço com cepas atualizadas pelo SUS.
Vacinas que exigem atenção especial ou contraindicação
Vacinas de vírus vivos atenuados (contraindicadas de rotina): Vacinas como Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola), Catapora (Varicela) e HPV não são recomendadas durante a gravidez. Se você não é imunizada contra essas doenças, o esquema deverá ser realizado no pós-parto imediato.
Febre Amarela: Por ser de vírus vivo, só é administrada em casos excepcionais, quando o risco de transmissão local supera o risco vacinal (por exemplo, viagens inadiáveis ou residência em área com surto ativo), sempre com avaliação médica prévia.
Orientações práticas para a gestante
Leve a caderneta sempre: Apresente seu histórico de vacinação na primeira consulta do pré-natal. Doses tomadas na infância ou adolescência continuam válidas e ajudam a evitar picadas desnecessárias.
Registro imediato: Certifique-se de que a vacina seja registrada na sua Caderneta da Gestante e no sistema do SUS.
Reações comuns: Dor leve, calor no local da injeção ou febre baixa são respostas esperadas do sistema imunológico. Sintomas intensos, persistentes ou reações alérgicas devem ser avaliados imediatamente pela UBS ou pelo serviço de atendimento.
Fontes de referência
Ministério da Saúde — Programa Nacional de Imunizações (PNI): Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação.
Ministério da Saúde — Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação.
Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) — Guia de Imunização da Gestante.
